As aventuras de um Algarvio no país das papoilas (e das bicicletas, e das meninas nas vitrines, e das drogas, e dos diques, ...)
Terça-feira, 01 de Maio de 2007

Olá malta.
A volta este fim-de-semana foi até ao extremo sul da Holanda, mais precisamente a Maastricht e Valkenburg.
Adorei tudo!
Maastricht é uma cidade grande mas cheia de encanto. Grande parte do centro histórico mantém-se fiel às suas origens. Uma parte considerável da antiga muralha ainda lá está, catedral, porta da cidade, igrejas, etc. Os largos, pequenos e grandes, multiplicam-se por toda a baixa e neles as esplanadas e as pessoas. O canal e jardins, num dia quente como o que estava, convidam quem passa a mergulhar os pés na água e a relaxar deitado na relva, acompanhado pelos nativos daquele habitat específico: patos, gansos e cisnes.
A região em redor de Maastricht também é muito gira. Muito verde (mas isso não é raro na Holanda) e com relevo (isto sim já é uma preciosidade aqui). Ao circular nos arredores da grande Maastricht podem encontrar-se montes e vales verdejantes, salpicados de pequenos bosques que por vezes escondem pequenas casas de campo. Aqui e ali uma pequena aldeia e, nos campos em redor, uma ou outra quinta.
Valkenburg fica situada num vale e fez-me lembrar Sintra, mas em ponto pequeno. Os montes estão lá (não a Serra), a densa vegetação está lá, os caminhos que descem até à vila ou cidade estão lá e até as ruínas de um antigo castelo lá estão também. Por baixo de Valkenburg existe uma rede vastíssima de grutas ,algumas das quais remontam ao tempo da ocupação romana, e que nós podemos visitar. Para completar o quadro, Valkenburg junta ao que é histórico e beleza natural tudo o que dá animação e vida a um qualquer lugar: lojas, bares, cafés de beira de estrada e suas esplanadas e muita, muita gente. É simplesmente lindo!
Ontem foi o Dia da Rainha, dia em que se celebra o aniversário da Rainha (curiosamente não desta mas da sua mãe, a Rainha Juliana) e portanto feriado. Ainda bem, porque com a festança que houve na véspera penso que não haveria muita gente a conseguir ir trabalhar.
Os vários largos da cidade foram "fornecidos" com palcos em que actuaram várias bandas e artistas de diferentes géneros musicais. Havia inclusivé uma praça que albergava um pequeno parque de diversões com carrósseis e coisas do género. A massa humana era tão compacta que para nos deslocarmos de um ponto a outro tínhamos que recorrer a ruas secundárias dos arredores. Muita gente, muita diversão, muita bebida e também muito lixo "pavimentando" as ruas da cidade mas do qual, curiosamente, na manhã seguinte não havia qualquer vestígio. O pessoal da limpeza trabalhou bem durante a noite!
A relação dos Holandeses com a Casa Real e com a Rainha é visivelmente estreita (ou isso ou o pessoal da segurança é completamente tapado). Viu-se agora na televisão um exemplo: a Rainha caminhando por entre uma multidão de gente, separada apenas por uma barreira (desprotegida) formada por aquela espécie de "cancelas" metálicas, sem guarda-costas por perto, nenhum aparato militar ou policial (não ia sózinho mas os poucos elementos que a acompanhavam nunca a conseguiriam proteger se alguém lhe quizesse fazer mal), cumprimentando as pessoas pessoalmente, aceitando ofertas de toda a gente, etc. Uma coisa impensável para muitas monarquias deste nosso Mundo.
E prontos... por hoje já chega!
Fiquem bem e até breve.
Red in Holland
publicado por Red in Holland às 15:26